Mostrando postagens com marcador ANCINE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ANCINE. Mostrar todas as postagens

14 de outubro de 2008

Ancine anuncia ações para ampliar freqüência nos cinemas

O diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, anunciou ações para aumentar o consumo de filmes brasileiros em cinemas de todo o país. As medidas foram comunicadas durante o RioMarket, encontro internacional de negócios realizado em paralelo ao Festival do Rio, entre os dias 26 de setembro a 7 de outubro. Entre as medidas anunciadas pelo diretor-presidente da Ancine destaca-se uma campanha envolvendo todos os setores do mercado em torno da valorização do cinema nacional. As demais ações se referem à implantação do Vale-Cinema e à introdução de mecanismos de estímulo à construção de novas salas de exibição.

A campanha de valorização do cinema brasileiro deverá contar com ações de mídia associada à venda de ingressos a preços promocionais. A previsão é que a campanha seja realizada em novembro, mês do cinema brasileiro, e que tenha a duração de duas semanas. De acordo com Manoel Rangel, a expectativa é de que participem todas as salas de cinema do país que estejam exibindo filmes brasileiros no período, com promoções válidas para as sessões realizadas entre as segundas e quintas-feiras.

“Esperamos com esta ação atrair novos segmentos da população brasileira para as salas de cinema, aumentando a freqüência nas sessões de filmes nacionais ao mesmo tempo em que reforçamos a divulgação dos filmes brasileiros”, afirmou Manoel Rangel. Para o diretor-presidente da Ancine, há um forte potencial de crescimento do consumo de produtos audiovisuais no Brasil, sobretudo amparado pela ascensão das classes C e D. “Cabe ao filme brasileiro um papel essencial na busca pela expansão do mercado, como demonstraram os resultados do mercado em 2003 e 2004”, completou.

Contando desde já com a adesão e o compromisso de amplas camadas dos agentes econômicos do setor, tais como as associações de produtores e exibidores, da Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (ABPEC), da Globo Filmes e da Rede Globo de Televisão, a diretoria da Ancine espera alcançar resultados significativos na atração de novos consumidores de filmes brasileiros e na freqüência das salas de cinema.

Vale-Cinema - Manoel Rangel também informou a determinação da Agência em implantar um programa especial de fomento para estimular os segmentos das classes C e D a consumirem filmes brasileiros nas salas de cinema e videolocadoras. Com o título provisório de “Vale-Cinema”, a idéia é promover uma articulação com empresários brasileiros, que destinariam o “vale” aos trabalhadores que recebam até cinco salários mínimos.

Segundo o diretor-presidente da Ancine, a idéia é criar um programa nos mesmo moldes do Vale-Cultura, em exame pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional. “O mercado de cinema e audiovisual no Brasil ainda não conseguiu posicionar-se de modo a acolher melhor esta nova realidade do país, com base no potencial de consumo das classes C e D, que desejam consumir produtos audiovisuais brasileiros, como atestam as pesquisas de mercado publicadas recentemente. Nós estamos buscando todas as medidas possíveis para alcançar este crescimento e o Vale-Cinema é uma delas, uma espécie de programa piloto”, declarou Rangel.

Novas salas – O estímulo à construção de salas de cinema também é uma das medidas em operação na Ancine para induzir a expansão do mercado, sobretudo nas regiões onde há demanda reprimida. Conforme Manoel Rangel, a idéia é que as novas salas construídas estejam associadas à oferta de preços menores ao consumidor, e estejam em maior proximidade com o público potencial de cinema das classes C e D.

Entre os instrumentos para estimular a construção de novas salas, o diretor-presidente da Ancine citou a revisão normativa sobre o uso de recursos incentivados na construção de salas; a criação de uma linha de ação do Fundo Setorial do Audiovisual no segundo semestre de 2009, e a publicação da nova instrução normativa dos Funcines.

“Para que as medidas mencionadas resultem no crescimento do mercado de cinema e audiovisual brasileiro, a Ancine entende que é necessária a criação de um grande pacto, com o empenho de todos os agentes econômicos que compõe a indústria do audiovisual no país”, concluiu Manoel Rangel.

Fonte: Ancine (Agência Nacional do Cinema)